quarta-feira, 16 de maio de 2018

Ceticismo perrônico e budismo. Hoje respingou em mim. Não seria eu se não fossem eles. Há puta. Eu puta.
Hoje eu estudei. Hoje eu estudei e trabalhei. Hoje eu estudei, trabalhei e iniciei uma produção de um evento. Mais um evento. Eu me pergunto agora se tudo isso é a mesma coisa hoje. Pra aquilo ficar em paz. Hoje eu também expus o meu pensamento íntimo e fui advertida do e se a frustração. Há frustração. Há uma metralhadora engatilhada em minhas mãos. Talvez eu esteja infeccionando novamente hoje.

domingo, 13 de maio de 2018

Quando não se apega em um
Um é o todo
Se joga no mundo
De todos
Se a âncora é um todo
Muito gulosa
Gosta de viver

sexta-feira, 11 de maio de 2018

AMO-TE AMO: uma história entre dois pontos no mundo.

No Future

Eu quero escutar um eu te amo. Eu quero dizer um eu te amo pra quem me disser esse um eu te amo. Acontece, mas é segredo. Um delírio do amor. As palavras eu te amo são o delírio por si só. Sozinho. Quieto. Falso. Verdadeiro. Quando a distância entre dois pontos é unida com eu te amo é muito bom. Existe futuro? Eu te amo.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Você diz pra eu observar a minha fala cujo assunto é ela. Recorrentemente ela. Isso mexe comigo, doutor. Os pensamentos craquelam todo santo dia. Os olhos ardem constantemente. Agora lacrimejam. Estou com o posso nada, o leão e a criança. E você? Está tudo muito claro, doutor. O que quer viver sem pensar nela? Eu não vivo sem ela. Tampouco você. Vê? E aquele caminhão que você foi obrigado a ver por baixo e de lá atestar ela? Isso me ajuda a viver, doutor. O correio me entrega livros,  eu penso em promover saúde e realizar projetos, desejo atravessar o oceano Atlântico. Com ela, doutor. Sem ela eu não sou.
Essa agonia sentida enquanto eu respiro o ar imaginariamente escasso, o passeio com o cão de guarda guiado pelo estrangulador, o chamado surdo pra que os olhos cerrem o dia que findou. Vê? É tudo dela. A vida só existe porque ela permite, doutor. Você bem sabe. Está há meses sonhando em subir aos ceus num canarinho. Então me diga, doutor. Quem vai lhe proporcionar essa viagem senão ela?

terça-feira, 8 de maio de 2018

Se ela sempre me olhar assim
E deixar que eu me deite na cama ao seu lado
Deslizando as minhas mãos por todo o seu corpo
Até que o seu sono chegue
Se ela sempre responder as minhas perguntas no dia seguinte
E caminhar pela praia no horário marcado
Devolverei a sua mochila
Vazia
Mochila sem pertences
Vazia
Se ela atravessar o oceano
E voltar sempre
Vazia
Eu abrirei a porta do carro pra ela entrar
Trabalharei dia e noite em mergulhos profundos
Cuidarei dos cães
Criaremos juntos um novo móvel
Se ela sempre
Vazia
Até a morte
Chegar