Só há um
Só um coração
Mesmo com tantas flechas
Há um só
Ocupado
Sendo um só
Bate por aquilo só
Num pensamento só
Ele pergunta
Quantos quilos pesa um sonho que você sonha?
Só eu respondo
Que pesa o peso que eu sonhar que pesa
Assim, sozinha nessa vida que não tem que
(Não tem que nada nessa vida)
Ter consciência senão inventá-la
sábado, 16 de junho de 2018
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Aqui tem nada que acomode seus olhos
Esse fechamento perfeito que você espera
Essa imagem previsível
Formatada em significados
Tem nada disso
Há um som alto e meu corpo
Cantando
Preferindo as mãos no volante
Do que
Do que
Do que
Essa coisa que gagueja e chora
E pede pra voltar
E canta
Canta
Canta
Rema
Rema
Prefere as águas
E desce
Fundo
No meio da noite
Contando os dias pra lua cheia de explicações sobre as variáveis
As ondas
As inscrições
Que deixam a memória
Nessa alma polimorfa
Sedenta
Perambulando
Rosnando
Cantando
Por aí
Esse fechamento perfeito que você espera
Essa imagem previsível
Formatada em significados
Tem nada disso
Há um som alto e meu corpo
Cantando
Preferindo as mãos no volante
Do que
Do que
Do que
Essa coisa que gagueja e chora
E pede pra voltar
E canta
Canta
Canta
Rema
Rema
Prefere as águas
E desce
Fundo
No meio da noite
Contando os dias pra lua cheia de explicações sobre as variáveis
As ondas
As inscrições
Que deixam a memória
Nessa alma polimorfa
Sedenta
Perambulando
Rosnando
Cantando
Por aí
quarta-feira, 23 de maio de 2018
A memoria alimenta a desrazão
A memoria é lenha pra razão
A memoria aparece em lágrimas e tremores assim de repente invade
Um sorriso no meio de tanta gente
Ela sabe a conta exata dos dias que foram esquecidos e quantas respostas deixaram de ser dadas
Imagens mnemicas
Imagens acusticas
Leva o bujão pra qualquer canto
Explode quando bem quer
A memoria é lenha pra razão
A memoria aparece em lágrimas e tremores assim de repente invade
Um sorriso no meio de tanta gente
Ela sabe a conta exata dos dias que foram esquecidos e quantas respostas deixaram de ser dadas
Imagens mnemicas
Imagens acusticas
Leva o bujão pra qualquer canto
Explode quando bem quer
terça-feira, 22 de maio de 2018
Vamos voltar pra casa. O apetite precisa ser mantido e a comida ser feita pelas próprias mãos. Quando se tem que explicar o amor, já deixou de ser amor. Quem sabe como amar e mudar as coisas? Como amar e assim mudar as coisas? Mudar de movimentar as coisas, de plantar a planta, de calar o indizível desse sentimento e seguir, construindo, alterando. Qual o nome disso senão trabalho?
sábado, 19 de maio de 2018
Os olhos não abriram mas a consciência foi chamada por uma vibração intermitente
Uma digital no ecrã
Uma voz mais que aprazível começa a ecoar
As cegonhas
Os castelos
Os flamingos
As rolhas todas do mundo
Os dispositivos do autocarro
O amigo
Os estudos
A justiça
A igreja
O suicídio
Os cavalos
E eu
E você
E a voz
Minha voz
Sua voz
A pausa
O abastecimento
O perigo
Até já
Os olhos abrem e comungam com a consciência pela luz porque é dia
Muitas digitais no ecrã
Silêncio
Vibração
E jorro
Há segurança diante do inseguro quando há amor e busca.
Uma digital no ecrã
Uma voz mais que aprazível começa a ecoar
As cegonhas
Os castelos
Os flamingos
As rolhas todas do mundo
Os dispositivos do autocarro
O amigo
Os estudos
A justiça
A igreja
O suicídio
Os cavalos
E eu
E você
E a voz
Minha voz
Sua voz
A pausa
O abastecimento
O perigo
Até já
Os olhos abrem e comungam com a consciência pela luz porque é dia
Muitas digitais no ecrã
Silêncio
Vibração
E jorro
Há segurança diante do inseguro quando há amor e busca.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
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