Quando é possível superar o trauma, acordar no outro dia e sentir que se está livre dos pensamentos intensivos, é uma dádiva. Não pense que isso acontece solitariamente, pelo contrário, é preciso o contato com pessoas. Pessoas as quais você pode falar da sua loucura. No final das contas, a sua loucura foi a salvação, mas a salvação vem dos encontros seguros, confiáveis, estáveis e também surpreendentes, aqueles que sustentam a loucura e dão assistência a sua passagem.
Em uma dedicação analítica sobre as repetições, as ações inconscientes sobre elas vão dando pistas. E de repente surge a curva fora da pista, a tangente. A análise dos sonhos, a escrita, a música, a palavra amiga, dão muitas pistas. Uma rede simbólica que sustenta o corpo alucinante e lhe põe de pés no chão.
No pós-traumático há uma guerra contra o real. Ao superar o trauma, essa guerra cessa.
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