A luta é diária para se proteger e se defender. Primeiro se aprende a manter as pernas bem juntas, cruzadas, se diz fechadas, para que o o corpo não desperte no homem a sua intenção de abrí-las. A boca também, fechada para deglutir toda a vontade de verbalmente se defender do homem.
Quero perder essas referências e a vergonha. Essa vergonha de nada mais do que ser mulher. Já tenho perdas com as graças do trabalho de análise.
Saber se retirar e se recolher é um ganho, uma esquiva, mas também uma capoeira.
Que as mães se revoltem para que suas filhas consigam se defender desde cedo. Eu não sei ainda qual a revolução da minha mãe, talvez eu seja a sua revolução encarnada, pois nada mais aceitável nesse mundo que uma mulher preta revoltada.
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