As mulheres estão criando estratégias de defesa conta o masculinismo. Os dispositivos tecnológicos facilitam a comunicação, chegando rápido entre elas. Isso pode salvar muitas vidas.
Tenho pensado na relação desse movimento e a psicofobia, preconceito contra pessoas portadoras de transtornos mentais. Da mesma maneira que eles se dizem Peter Pan, a mulher logo cedo aprende as durezas do mundo, impostas por eles. Escutei caso de internação involuntária da mulher pelo próprio cônjuge. Isso é grave. Este cenário de medicalização, diagnósticos sem pesquisa do caso, parece um movimento contra as mulheres, e entendo mulheres juntamente às suas crianças. O ataque os atinge. Crianças e mulheres medicalizadas favorecem ao masculinismo.
Na clínica com crianças é raro o comparecimento do pai. O cônjuge também não acompanha a mulher. Os problemas delas geralmente são os homens. Desde o abuso na infância, estupros e demais violências, física e psicológica. Terrível. Chocante pensar nisso agora.
A notícia na cidade é a de a Bíblia será adotado como parte pedagógica na escola. Um perigo. Há ainda mulheres carregadas pelo machismo, vivendo um ciclo que parece sem fim, quando termina em morte. Há homens fazendo tratamento de silêncio e infectando mulheres e que vão até às manifestações contra o feminicídio. Um horror isso.
Eu não sei se peço às escolas, aos espaços comunitários, à saúde pública, a presidência, pra escutar as mulheres sobre as maneiras de fazer uma revolução a favor das pessoas, da coesão. Eu entendo que hoje há um que Durkheim chama de anomia, algo está fora da ordem, porque as coisas se repetem e continuam boicotando as pautas femininas, em todos os espaços contaminados.
Uma mulher não é mulher sozinha. Portanto as articulações são importantes.